Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Pilchado e solito no Parque

Reproduzo a coluna do Tradicionalista Olegar Lopes publicada na edição do Jornal O Timoneiro do dia 9/04/10,sobre o Forum Social Mundial:

Me agrada quando algum dos meus leitores me questiona por ter deixado de abordar determinado assunto ou acontecimento relevante da “aldeia”. O questionamento mais recente veio do amigo Ito Marques, tradicionalista que prima por andar sempre pilchado. O Ito é um alegretense aquerenciado em Canoas desde 1955 – ele me disse que veio para Canoas seguindo os passos do saudoso prefeito Hugo Lagranha. Mas o que ele queria mesmo saber era da minha opinião sobre o Fórum Social Mundial, realizado no mês de janeiro aqui em Canoas, mais precisamente sobre as atividades realizadas no Parque Eduardo Gomes, e sobre a ausência do movimento tradicionalista. Ele me contou que um dia foi até o local do evento, pilchado, pensando que encontraria muitos companheiros de causa por lá. Qual nada, estava pilchado e solito no Parque. Sua intenção era participar de palestras ou oficinas sobre a cultura gaúcha ou sobre o Movimento Tradicionalista Gaúcho. O Ito passou por todos os galpões, percorreu as tendas armadas no Parque e nada encontrou da cultura crioula do Rio Grande do Sul, o que ele entende que deveria ter acontecido. Ele quis saber, também, qual o motivo da não presença das entidades tradicionalistas e seus adeptos no evento. Como na ocasião do nosso encontro respondi ao Ito, respondo as mesmas palavras a muitos outros leitores: O nosso movimento muitas vezes peca pela timidez – ou quem sabe esteja certo - de se envolver com movimentos que vêm de fora das nossas fronteiras, pois somos muito mais de levar o que é nosso para fora da aldeia. Somos reservados, isto faz parte da nossa formação cultural. Ademais, embora tenhamos protagonizado o mais longo movimento de reivindicação e protesto do país, a “Revolução Farroupilha”, somos reservados, e até desconfiados com movimentos ideológicos, como o Fórum Social Mundial. Também atribuo a ausência do nosso movimento no citado evento, quem sabe, por falha da organização aqui em Canoas, que pelo visto, por falta de conhecimento do comportamento dos tradicionalistas, não nos procuraram, o que certamente foi diferente com outros seguimentos.

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