A brasileira que fingiu ter sido vítima de uma agressão racista, quando na verdade os ferimentos que ela exibiu para provar a suposta agressão resultaram de automutilação, terá que deixar a Suíça no fim deste mês. As autoridades locais se negaram a prolongar seu visto de permanência no país, anunciou nesta quinta-feira (11) o Departamento Cantonal de Migrações.Segundo o Departamento Cantonal de Migrações, citado pela agência de notícias suíça ATS, o pedido foi negado.
Paula apresentou recurso para apelar da decisão, acrescentou a ATS.
A brasileira, que é advogada, denunciou ter sido vítima de uma agressão em fevereiro do ano passado, na periferia de Zurique, quando voltava do trabalho.
Segundo a denúncia, os agressores, três skinheads, bateram nela e a feriram com uma faca.
Ela alegou ainda que com três meses de gravidez de gêmeos e que, por causa da agressão, perdeu os bebês, afirmação que foi desmentida depois por exames e análises médicas a que foi submetida.
Na época, o caso teve grande repercussão no Brasil.
Confrontada com suas contradições pela Polícia, a jovem acabou reconhecendo que tinha mentido.
Oliveira foi condenada em dezembro passado a uma multa por "falsa denúncia".
fonte:AFP
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