
Apesar de apoiar a posição de Serra, a governadora admite que a indefinição provoca angústia na maioria dos dirigentes tucanos, principalmente nos Estados, onde os diretórios aguardam o encaminhamento das alianças nacionais para compor as chapas locais. "Certamente, está todo mundo aflito. No entanto, é preciso entender essa decisão do Serra, até porque o PSDB tem entrado com muitas denúncias de campanha antecipada", disse.
Na terça-feira, o senador Tasso Jereissati disse estar convencido de que a estratégia do governador paulista de adiar o anúncio de sua candidatura é prejudicial ao partido. "O nosso trem está atrasado", disse. Também senador, Pedro Simon chamou de "teimosia" a atitude de Serra. "Ele botou na cabeça que só vai falar na última hora, então ele não quer falar", afirmou.
Vitória no 1º turno
Mesmo "atrasada" em relação aos seus adversários na composição de alianças para o pleito de outubro - José Fogaça (PMDB) e Tarso Genro (PT) estão com as chapas praticamente fechadas -, Yeda Crusius acredita que pode se reeleger já no 1º turno. A tucana aguarda a definição nacional para montar a sua coligação. "Já em 2006 - quando venceu Olívio Dutra (PT) no 2º turno -, acreditava que poderíamos ganhar no 1º turno. A disputa de uma eleição acontece no 1º turno", disse.
A expectativa de Yeda contraria as últimas pesquisas eleitorais, que apontam Tarso e Fogaça à sua frente. No entanto, para a tucana, as amostras ainda refletem a seqüência de denúncias e escândalos dos últimos dois anos contra a sua gestão, as quais ela prefere simplificar como "um período difícil". "As pesquisas mostram dados do momento. Vamos convir que, nos últimos dois anos, as notícias sempre foram de denúncias, e nunca sobre o nosso governo, nosso trabalho", disse.
Clima de campanha :Se Yeda defende cautela no cenário nacional, seu comportamento no encontro com empresários associados à Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul) nesta quarta-feira mostrou o contrário em âmbito estadual. A tucana está em ritmo de campanha. Além de fazer um "balanço positivo" de seu governo, respondeu a todas as perguntas dos participantes - inclusive uma que a criticava sobre a elevação dos impostos, uma das primeiras atitudes de seu governo, em 2007.
fonte:Terra e fotos pessoais





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