O objetivo do estudo, financiado em parte por uma doação da Fundação Getty, de Los Angeles, era colher informações sobre a capela de 170 metros quadrados. As informações seriam usadas para orientar uma restauração futura.
Durante o projeto, que durou quatro meses, restauradores trabalhando sobre três andares de andaimes de aço descobriram que, quando olharam as pinturas sob luz ultravioleta, puderam enxergar detalhes espantosos que não são visíveis a o olho nu.
"Foi algo realmente surpreendente", disse Cecilia Frosinini, coordenadora do projeto que estudou as cenas das vidas de São João Evangelista e São João Batista. "Sabíamos que poderíamos obter resultados muito interessantes do diagnóstico científico, mas, quando olhamos as pinturas sob a luz ultravioleta, de repente essas pinturas muito gastas, estragadas por restaurações antigas, ganharam vida nova", disse ela, apontando para uma cena e usando óculos de proteção.
Acredita-se que as pinturas feitas por Giotto na capela lanciforme exerceram grande influência sobre Michelangelo, que nasceu quase 140 anos após a morte de Giotto e que pintou a Capela Sistina no início do século XVI.
fonte:Terra
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