Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Processos do Procon vão para o lixo

Uma cena inusitada fez o advogado e leiloeiro Alfeu Valério parar em frente à uma lixeira na rua Gonçalves Dias, no centro de Canoas. Um catador rasgava a capa de papelão de processos, separando-as do conteúdo. Ele analisou e rapidamente visualizou diversos documentos de muitas pessoas espalhados pelo chão. Ele não deixou que o catador continuasse sua ação, analisou melhor os documentos e resolveu agir para proteger os donos daqueles documentos. O homem que os recolhia informou que já havia encontrado processos na semana anterior, no mesmo local. Os processos tinham o timbre da Prefeitura e do Procon.
Diversos documentos, como procurações, extratos bancários e cópias coloridas de carteiras de identidade e de CPF estavam no lixo comum.
O advogado ligou para a Brigada Militar e esperou por 45 minutos a chegada da viatura.  Enquanto 'guardava' os documentos que estavam espalhados pelo chão, o advogado conversava com cidadãos que passavam e se surpreendiam com a cena, chamava outros colegas advogados e mostrava o que classificava de absurdo. A indignação era geral.
Pouco antes da BM chegar, dois homens com um saco de lixo tentaram recolher os processos. Eram do Procon, que fica situado a 30 metros da lixeira. O advogado não deixou que os homens tocassem nos processos, dizendo que somente a Brigada iria mexer. "Vocês jogaram no lixo, agora deixem no lixo", bradou. E assim foi.

BM recolheu documentos:

Os policiais militares que atenderam a ocorrência não esconderam o semblante de surpresa e indignação ao constarem a importância dos documentos espalhados pelo lixo. Recolheram todos os processos e levaram para análise e posterior encaminhamento para a Polícia Civil, que deverá dar prosseguimento ao caso.

Estagiários:

O diretor do Procon de Canoas, Sérgio Mossmann, disse que o fato foi um equívoco e que foi isolado. "Na verdade aqueles processos estavam dentro de um saco para serem remetidos para a Prefeitura. Na hora de recolher o lixo, os estagiários levaram por engano", disse à reportagem. Segundo Mossmann, o Procon entrará em contato com a BM para ter os processos de volta e realizar o procedimento correto, que é a inutilização dos documentos e posterior recolhimento por parte da Prefeitura.

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