Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Marcelo Tas afirma: “Estamos na era do ouvir”

Com a superexposição de pessoas e empresas provocada pelo alcance da internet, as companhias têm uma oportunidade única de conhecer as características, anseios e frustrações de seus públicos, como uma forma de aprimorar a experiência dos negócios. Essa é a opinião do jornalista Marcelo Tas, que apresentou, durante a Expoagas 2013, a palestra “Inovação: a criatividade na era digital”.
Tas comparou as crianças de hoje com as de ontem, como uma forma de entender as mudanças pelas quais os consumidores enfrentam desde que a tecnologia passou a tomar conta do cotidiano. “A sala de aula de antigamente tinha um único provedor de informação, que era o professor, em quem confiávamos. Hoje, uma criança não recebe mais informação de forma passiva, mas vai atrás dela. Isso contribuiu para a formação de um consumidor que não é bobo e que sabe o que quer e precisa. É esse o cliente com quem nos relacionamos hoje, e é nessa rede que já estamos, mesmo que não queiramos estar”, explicou.
De acordo com o jornalista, o relacionamento das pessoas e o consumo de entretenimento através da rede está mudando o papel da televisão no cotidiano das famílias. Dados do Consumercast, apresentados por Tas, mostram que o Brasil é o 6º país do mundo em usuários de internet em casa e no trabalho e, até 2016, a América Latina chegará ao terceiro lugar no uso de smartphones, em um crescimento vertiginoso. “O interessante é também constatar que cresce cada vez mais o uso simultâneo de internet, TV e telefone celular. 50% das pessoas ainda assistem somente à televisão, mas a proporção de quem faz tudo ao mesmo tempo chega a 30%, com o dado de que a TV não é mais prioritária na atenção do espectador. Ele, no mínimo, já faz duas coisas ao mesmo tempo, comentando o que vê com amigos ou lançando suas opiniões na rede”, constatou.
Essas transformações em curso, segundo Tas, trazem um alerta: devemos ter cuidado com o preconceito com o qual recebemos novidades. “É importante não se fazer de surdo e encarar as mudanças, pois elas serão cada vez mais aceleradas. Quem imagina que o maior grupo de mídia no mundo hoje não é uma rede de TV e jornais, e sim o Google?”, questionou.
Fonte:Enfato Multicomunicação
Foto:Daniela Villar


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