A equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP), que foi até o Mercado Público nesta manhã , calculou que cerca de 10% do prédio tenha sido consumido pelas chamas. A estimativa do Corpo de Bombeiros, durante a madrugada, era de que 30% do local teria sido atingido.
O delegado Hilton Müller, da 17ª Delegacia da Polícia Civil, ficou surpreso ao entrar no local. Ele afirmou que o estrago foi muito menor do que o que transpareciam as imagens da televisão:
— O que vimos ontem (sábado) à noite, pela imprensa, era de que o dano era muito grande. Nos surpreendeu muito positivamente que o dano não tinha tanta dimensão. Nossa preocupação neste primeiro momento é mostrar aos gaúchos e aos porto-alegrenses que a situação não é tão dramática quanto imaginávamos.
O perito do IGP Rodrigo Ebert, responsável por identificar as causas do incêndio no Mercado Público, avaliou que o primeiro andar ficou intacto e que os lojistas não devem ter prejuízos. O espaço foi liberado ainda no final da manhã deste domingo para que permissionários e funcionários recolham os materiais. A energia elétrica também deve ser restabelecida.
— A única parte do telhado que ficou comprometida foi a região das telhas cerâmicas, que é a parte mais antiga, exatamente na região junto à Julio de Castilhos. O telhado central não aparenta nenhum risco, mas é a prefeitura que vai definir a estabilidade do prédio — disse Ebert.
As chamas teriam iniciado em uma região onde ficam três lojas, em um ponto central do segundo piso que tem frente para a Julio de Castilhos. No local, funcionam restaurantes. O espaço ficará interditado, sem previsão de liberação.
O prazo para a conclusão da perícia é de 30 dias. As causas do fogo ainda não foram divulgadas, nem hipóteses foram informadas.
— Todas as definições legais de conclusão e de responsabilidade de quem causou o evento, vamos deixar para um segundo momento. A perícia já fez um levantamento provisório e agora eles vão se debruçar sobre as causas — explicou o delegado.

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