O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve participar do processo de exumação do corpo do ex-presidente João Goulart, morto em 1976 e sepultado em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O procedimento ainda depende de autorização da Justiça.
O acerto aconteceu ontem, em Brasília (DF), durante reunião entre a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), e o diretor de operações do CIVC, o suíço Pierre Krähenbühl.
No próximo dia 29, em Porto Alegre, as duas entidades se reunirão com familiares do ex-presidente e com representantes da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o Ministério Público Federal (MPF). Nesse encontro, deverá ser constituído um grupo de trabalho, definindo o papel de cada um no processo de exumação de Janto.
Segundo a ministra Maria do Rosário, a participação da Cruz Vermelha é “essencial para a isenção” dos trabalhos que serão realizados. Já Krähenbühl afirmou que a organização pode “dar uma contribuição útil”, uma vez que tem experiência na exumação de restos mortais.
Entenda o caso
No início de maio, a CNV e o MPF anunciaram a decisão de exumar o corpo de Jango, que morreu no exílio, na Argentina, em 1976. A CNV quer reunir uma força-tarefa de peritos internacionais para analisar a causa da morte do ex-presidente. O procedimento ainda depende de autorização judicial, o que deve ocorrer em três meses.

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