O ex-policial e advogado Mizael Bispo de Souza foi condenado ontem, a 20 anos de prisão pela morte de sua ex-namorada Mércia Nakashima. O crime aconteceu em 2010 e Mizael negou durante todo o julgamento ter sido o autor do crime, porém, não convenceu os jurados nem o juiz Leandro Bittencourt Cano. “Não se pode tolerar o perjúrio", afirmou o magistrado, confirmando ter ele a certeza de que ex-policial mentiu.
O juiz, em leitura da sentença, disse que um dos qualificadores do crime foi motivo torpe, fútil. Segundo o magistrado, não se tratava de "amor", mas "delírio de posse". "Sentimento amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, é que faz sofrer."
O julgamento de Mizael foi o primeiro a ser transmitido ao vivo pelos meios de comunicação. Durante os quatro dias de sessões, ao todo, nove pessoas foram ouvidas, sendo cinco de acusação, três de defesa e um perito arrolado pelo juiz Leandro Bittencourt Cano.
Uma das testemunhas mais importantes foi o delegado Antônio Assunção de Olim, responsável pela investigação, que foi ouvido na terça-feira. Em mais de cinco horas de depoimento, ele afirmou que não tem certeza da participação de Mizael no crime.
Sete anos em regime fechado:
Segundo a lei brasileira, dos 20 anos a que foi condenado, Mizael deverá cumprir 40% em regime fechado, ou seja, oito anos. Ele está preso preventivamente desde fevereiro do ano passado, e esse tempo é descontado da pena. Assim, o ex-PM deve ficar sete anos em regime fechado.
A partir daí, ele irá para o regime semiaberto, no qual cumprirá mais um sexto da pena total. Depois disso, Mizael Bispo estará livre.

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