Figura na sombra é um romance que
ficcionaliza a história real de dois importantes homens da ciência do
século XIX. Quando o naturalista Aimé Bonpland conhece Alexander von
Humboldt em Paris não imagina o destino que começa a desenhar para si
próprio. A viagem de cinco anos que empreendem às Américas será
decisiva para o moderno conhecimento do mundo. Mas enquanto Humboldt
retorna para a Europa com o objetivo de escrever sua obra máxima e
conquistar a glória, o outro busca um rumo diferente.
Luiz
Antonio de Assis Brasil, neste livro, desvenda o imaginário de Aimé
Bonpland, francês, médico e botânico, testemunha da Revolução Francesa,
que alcança as honras científicas mais almejadas e decide trocar tudo
isso por uma vida sem luxo algum, próxima à Natureza, ao Sul da América
do Sul. Bonpland – ou Don Amado Bonpland, ou Gringo Loco ou, ainda,
Caraí Arandu – protagoniza uma história repleta de episódios
aventureiros – mas comprovadamente reais – que o fazem trilhar o mundo.
Figura na sombra é o quarto e último livro da série Visitantes ao Sul.
Em Um lugar na janela,
a cronista Martha Medeiros abre espaço para a viajante. Aqui não há
nada inventado, tudo aconteceu de verdade: as melhores lembranças, as
grandes furadas ainda em tempos pré-internet, as paisagens de tirar o
fôlego. A autora de Feliz por nada compartilha com seus
leitores as mais afetuosas memórias de viagens feitas em várias épocas
da vida, aos vinte e poucos anos e sem grana, depois, já mais
estruturada, mas com o mesmo espírito aventureiro, e com diversos
acompanhantes: as amigas, o marido, as filhas, o namorado, não importa
a companhia, vale até mesmo viajar sozinha.
Com o
mesmo estilo pessoal das crônicas, Martha Medeiros transmite aquilo que
de melhor se leva de uma viagem: as recordações. É como deixar-se
perder num lugar novo – pode ser uma mochilagem pela Europa, uma
aventura em Machu Picchu, uma temporada no Chile, poucos dias no Japão
– para depois se reencontrar consigo mesma.
Um lugar na janela
é um convite para deixar de lado a comodidade do sofá, as defesas e
embarcar junto com Martha. O bom viajante é aquele que está aberto a
imprevistos, ou seja, a viver.
Cláudia Laitano
Organização: José Eduardo Degrazia
Um livro que faz você se apaixonar pela História
Você
já parou para pensar por que o homem abandonou centenas de milhares de
anos de vida nômade e decidiu se fixar num único lugar na Terra? Por
que as pessoas se juntam em cidades? Por que o homem moderno vive como
vive, com suas crenças, medos e culpas? Uma história do mundo foi escrito para responder a essas e a outras tantas perguntas.
David
Coimbra elaborou um instigante panorama sobre a constituição da
humanidade – fruto de quarenta anos de leituras e pesquisas – que
permite saborear a História sob um ângulo diferente. Começando com os
primeiros vestígios da vida humana na Terra e viajando entre os
patriarcas hebreus e os povos do Oriente Médio, o autor dá um salto no
tempo para Napoleão e os grandes arqueólogos da História – passando com
engenhosidade e um toque de humor por Homero, Megan Fox e Dilma
Rousseff – e retornando para o Antigo Egito, onde grande parte da
consciência do homem ocidental foi urdida.
MEUS LIVROS, MEUS FILMES E TUDO MAIS
Cláudia Laitano
Muitos
pensam: “quando me aposentar, vou ler aquele romance russo de 800
páginas/ ver a filmografia completa do diretor tal/ assistir a todas as
temporadas de Friends/ estudar filosofia/ ir mais ao cinema”.
Bem, Cláudia Laitano não precisou esperar tanto. Leitora, espectadora e
ouvinte voraz, ela tem os sentidos sempre abertos para a produção
artística e intelectual nacional e internacional, contemporânea e
clássica.
Não bastasse isso, como jornalista e cronista, ela tem o dom de
discorrer sobre música, filmes, livros e fenômenos culturais em geral
de forma a ligá-los à nossa vida comum, à experiência humana miúda.
Atenta, inteligente e afetuosa, Cláudia dessacraliza e tira do pedestal
as obras de arte. Fala de filósofos gregos com a intimidade de quem
comenta sobre o cafezinho do bar, de clássicos da literatura como quem
conversa sobre personagens da novela das oito – e, assim, confere às
coisas da arte a melhor leitura e o melhor aproveitamento possíveis.
Nesta reunião de crônicas, o leitor terá o melhor de dois mundos: por
um lado, o prazer do texto delicioso, sagaz e informal da autora, e,
por outro, as utilíssimas e deleitáveis dicas dessa atenta devoradora
cultural com tantos volumes, diretores e cantores em sua experiente
cabeceira.EM MÃOS III
José Eduardo Degrazia, Tarso Genro, César Pereira, Dilan Camargo, Humberto Zanatta, Paulo Roberto do Carmo, Selvino Heck e Umberto Guaspari Sudbrack.Organização: José Eduardo Degrazia
“Em mãos III
aparece como afirmação de que a arte não apenas encanta e faz pensar,
mas também elabora a memória social e constrói história.”
Cícero Galeno Lopes
Em mãos III
é o reencontro do grupo Vereda. Além dos seis participantes iniciais,
César Pereira, Dilan Camargo, Humberto Zanatta, José Eduardo Degrazia,
Selvino Heck e Umberto Guaspari Sudbrack, esta coletânea inclui dois
outros poetas, Paulo Roberto do Carmo e Tarso Genro. Mais de trinta
anos se passaram desde a primeira antologia. Entretanto, o grupo – que
surgiu em plena ditadura militar – continua apregoando a poesia como
liberdade – de ideias, de sentimentos e da palavra.





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