Começou, nesta manhã , no Tribunal do Júri do Fórum de Contagem (MG), o julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro réus pela morte de Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010. A previsão é que o julgamento dure pelo menos duas semanas.
O grupo é apontado como responsável pelo cárcere privado e morte da jovem de 25 anos, ex-amante do jogador. De acordo com a Promotoria, Bruno não queria reconhecer o filho que teve com Eliza e por isso teria arquitetado o assassinato. O crime aconteceu em 2010, mas o corpo da jovem jamais foi encontrado.
O bebê da vítima vive atualmente com a avó em Mato Grosso do Sul. Eliza havia prestado queixa contra o atleta quando ainda estava grávida, afirmando que ele a forçou a tomar abortivos. Ela chegou a gravar um vídeo dizendo que poderia aparecer morta se não tivesse proteção. Um exame de DNA comprovou a paternidade do goleiro.
Do total de nove acusados, Elenílson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza serão julgados separadamente. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido.
Trinta testemunhas serão ouvidas no julgamento, cinco de acusação e 25 da defesa.

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