Participei ao final desta tarde no Mercado Público de Porto Alegre do lançamento do Jornal Raízes do Axé ,voltado a comunidade afro-umbandista e espiritualista do RS.
Como é de práxis para abrir os caminhos,lideres religiosos pediam a proteção ao Bará que tem seu assentamento no ponto central do mercado,executando canções religiosas,acompanhados de toques de atabaques,sinos e danças.
O evento seguia sem nenhum problema,até ser interrompido por fiscais que exigiam o fim dos toques e que a coordenação do evento se apresentasse junto a Administração do Mercado,pois segundo eles foram feitas denúncias de lojistas (proprietários de floras) que o ato religioso estava perturbando os compradores.
Agora pergunta-se,não é assegurada a livre manifestação religiosa,conforme o artigo 5 da Constituição Brasileira?
A estes proprietários de floras voltado ao comércio de artigos religiosos ao mesmo povo afro-umbandista,será que vocês enquanto comerciantes,não sabem da tradição que é homenagear o Bará do Mercado,desde que o mesmo teve seu assentamento feito pelo príncipe Custódio e que o mesmo quando foi retirado deste local,surgiram várias dificuldades econômicas aos donos de estabelecimento no local?




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