O Vaticano anunciou hoje que abrirá um julgamento por vazamento de documentos reservados do papa Bento XVI contra o mordomo do pontífice, Paolo Gabriele, e seu cúmplice, o técnico em informática Claudio Sciarpelletti, cujo nome é mencionado pela primeira vez no escândalo.
O mordomo e o técnico, um funcionário da Secretaria de Estado da Santa Sé, governo central do Vaticano, serão julgados por "roubo agravado" e "cumplicidade".
Gabriele, detido no dia 23 de maio, teve concedida no dia 22 de junho a prisão domiciliar, e desde então permanece junto com sua família dentro do Vaticano.
O técnico de sistemas informáticos da Secretaria de Estado, detido em maio e depois em liberdade provisória, será julgado por "receptação" de objetos roubados.
O ex-mordomo, chamado de Paoletto, escreveu uma carta ao Papa pedindo perdão pelos erros cometidos, razão pela qual o pontífice poderia conceder perdão a ele.

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