A mulher suspeita de torturar o filho portador de necessidades especiais de 13 anos, presa preventivamente nesta manhã, em Alvorada, vai ficar em uma cela isolada na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre. De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o procedimento é necessário para garantir a integridade física da mulher, em função da revolta de outras detidas.
A delegada que apura os fatos,recebeu relatos de que a mãe dava banhos gelados no filho durante o inverno e o deixava sem comida por horas. “Além de socos, tapas no rosto e episódios de estrangulamento, ela o afogava com a mangueira do chuveiro para que não gritasse ou pedisse socorro”,
Até os sete anos, o menino era cuidado pela irmã. “Ela confirmou que ele chegou a ser obrigado a ingerir fezes”, complementou a policial. A adolescente então casou-se e deixou a residência da família. A partir daí, a mãe assumiu os cuidados. A avó da criança confirmou os rituais de violência à polícia.
Sendo condenada pelo crime de tortura, pelo qual vai ser indiciada, a mulher pode pegar de quatro a 11 anos de prisão. Segundo a delegada, o garoto comemorou estar longe da mãe.

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