A Polícia Civil de Porto Alegre concluiu, hoje, o inquérito policial sobre uma suspeita de desvio de R$ 2,5 milhões da Arquidiocese da Igreja Católica de Porto Alegre. O ex-vice cônsul de Portugal Adelino Vera Cruz, principal suspeito do crime, foi indiciado por estelionato, coação de testemunhas durante o processo e ameaça. A pena pelos crimes pode chegar a 17 anos. Segundo o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Paulo César Jardim, uma cópia do inquérito será remetida à Justiça Federal, pois há suspeita de crime de evasão de divisas. Um mandado de prisão preventiva contra Vera Cruz foi emitido no começo deste mês. Ele é considerado foragido.
No final de 2010, o dinheiro teria sido passado pela Arquidiocese ao diplomata para completar os recursos que seriam usados em reformas de igrejas na Capital e Interior. Vera Cruz teria afirmado que uma ONG da Bélgica entraria com R$ 12 milhões.
Em dezembro, ele fez uma remessa de R$ 1,3 milhão para uma conta particular em Portugal, e no mesmo dia, transferiu R$ 400 mil para sua conta no Banrisul. Ele movimentou o dinheiro para contas pessoais novamente em janeiro, após receber outra parcela do investimento. Cerca de R$330 mil foram gastos em hotéis, restaurantes e comércios no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

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