O coordenador da Defesa Civil de Canoas, Mauro Guedes, aponta que as águas do Rio dos Sinos que invadiram o leito da Prainha de Paquetá estão a 2,17 metros acima do nível regular de medição, observada no final da tarde de hoje.
O vento sudeste complica a situação pois represa o fluxo das águas. Enquanto isso, o rio continua enchendo. A Defesa Civil monitara constantemente o local e mantém equipes em alerta para o caso de remoções de moradores. Ao todo, oito, das 59 famílias que moram no Paquetá já deixaram o local e estão na casa de parentes.
Uma das preocupações da Defesa é que a aumento da água atinja a rede elétrica, o que poderá ocasionar o desligamento da energia na região.
REMOÇÃO HOJE PELA MANHÃ:
Pelo menos dois adultos e seis crianças foram removidos na manhã desta quarta-feira, 10, de suas residências, que foram invadidas pela cheia do Rio dos Sinos na Prainha de Paquetá, bairro Mato Grande, em Canoas.
Um dos casos envolveu uma mulher de 24 anos, e seus seis filhos, com idades entre seis meses e oito anos. A moradora, de nome Juliana, foi transferida para a casa de familiares em outra região da cidade. Para a remoção, a Defesa Civil de Canoas utilizou a lancha operacional, pois todos os acessos do Paquetá estão inundados.
Com água na altura dos joelhos, mãe e filhos foram transportados até a lancha, que seguiu até o terminal ao lado da empresa Bianchini, onde carros da Prefeitura completaram a remoção. Todos passam bem.
Ainda pela manhã, um homem de 54 anos também foi transferido para a casa de parentes, pela Defesa Civil, com o auxílio da lancha.
Além do Paquetá, a Prefeitura também monitora a situação de moradores da rua da Barca, no bairro Mathias Velho. Até o início da tarde, 10 casas já tinham seus pátios invadido pela água. Na parte baixa do Dique da Rio Branco, algumas casas tiveram o pátio alagado pelas cheias, porém, as águas não invadem a residência.
Fonte:Jesiel B. Saldanha Secom/PMC
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