Deitado sobre um colchão na sala de uma casa de classe alta de São Paulo, o leão Ariel dormia profundamente na quarta-feira. Enquanto isso, quatro pessoas limpavam e massageavam suavemente seu corpo.
O animal de três anos e 140 kg é o centro das atenções de uma campanha na internet para arrecadar fundos necessários para tratar a paralisia que o persegue desde o primeiro ano e priva o uso das quatro patas.
A veterinária Lívia Pereira e a dona de Ariel, Raquel Borges, disseram que os US$ 11,5 mil mensais necessários para bancar o tratamento são fornecidos pelo meio de doações de cerca de 35 mil pessoas que clicam no botão "Eu curto", na página do Facebook do leão.
Lívia, que cuida de Ariel em casa, explica que, por razões desconhecidas, os leucócitos do sangue do leão atacam as células saudáveis por causa de uma doença degenerativa que afeta a medula, uma parte do tronco encefálico a qual participa das funções motoras.
Os sintomas do animal são similares aos da esclerose múltipla, mal de Parkinson e síndrome de Guillain-Barré, um transtorno auto-imune que causa paralisia, explica Lívia.
Uma equipe de neurologistas veterinários israelenses realizou testes recentemente no leão. As duas mulheres esperam que eles ajudem a resolver a enfermidade. Os resultados devem sair no final de julho.
Raquel Borges conta que Ariel nasceu no refúgio que ela e seu marido administram em Maringá, no Paraná, onde cuidam de animais doentes e abandonados.
— Era um leão perfeitamente normal e dócil. Dormia comigo desde os dez meses de idade — ressalta Raquel.
No ano passado, após passar horas saltando e perseguindo balões, Ariel começou a mancar.
— Aí me dei conta que ele estava sofrendo — explica a dona.
Dias mais tarde ficou incapaz de mover suas patas traseiras e, depois de uma cirurgia para a retirada de uma hérnia de disco, perdeu os movimentos das dianteiras.
— A única coisa que não vamos perder é a esperança de que Ariel se recupere e comece a caminhar de novo — garante Raquel.
Na internet, acesse: http://www.helpthelion.com; ou no Facebook: http://tinyurl.com/6ek38vf
Fonte:AP
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