Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Homicídio e ocultação de cadáver

O hamburguense Everton Carvalho de Aguiar, o Sorriso, 28 anos, rompeu o silêncio da quarta-feira, quando foi preso em Caxias do Sul, e ontem deu sua versão para a morte do padre Jacinto Allebrandt, 57. Confessou o crime, mas alegou legítima defesa. “Disse que o religioso tentou uma relação sexual e aí reagiu. Que entraram em luta e estrangulou a vítima com um lençol”, revela o delegado regional do Vale do Caí, Ciríaco Caetano Filho, que ouviu o suspeito do meio-dia às 13h20 na DP de Montenegro. “O preso detalhou que acordou com o padre sobre ele”, acrescenta. Conforme Aguiar, o fato aconteceu ao amanhecer do dia 12, no quarto da vítima, no sítio em Brochier. O acusado declarou ainda que dormia em um colchão no chão ao lado da cama de Allebrandt. “Insistiu que não roubou nada. Salientou que o padre vinha se insinuando há tempo e que o notebook apreendido com ele era um presente da vítima.”

Frieza e um sorriso:

Assistido por uma advogada contratada pela família, Aguiar se manteve tranquilo e respondeu ao delegado com frieza. Só mudou o tom sério com uma questão desconsertante levantada por Ciríaco. “Não era a primeira vez que ficava na casa do padre. Já tinham um relacionamento. Então perguntei se a briga não teria sido resultante de uma tentativa do padre de inversão de papéis, de passivo para ativo, e ele não respondeu. Apenas sorriu.” O preso reiterou que foi ao sítio para trabalhar, conforme esboçou na quarta. “Disse que colhia mel, plantava horta, cozinhava, fazia cuca e cueca virada.”

Homicídio e ocultação de cadáver:

O delegado Ciríaco Caetano Filho antecipou ontem que indiciará Everton Aguiar por homicídio e ocultação de cadáver. “O homicídio terá a qualificadora do abuso de confiança, pois o acusado era da relação da vítima”, observa. O caso é de júri popular e pode dar de 12 a 30 anos de prisão. O hamburguense está recolhido na Penitenciária Modulada de Montenegro, por meio de prisão temporária de 30 dias decretada pelo Judiciário a pedido do delegado.
Fonte:DC

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