Um sobrinho de Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, depôs na noite de ontem, na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Segundo informações , o jovem de 23 anos revelou que a família não retirou o corpo do atirador do Instituto Médico Legal (IML) porque tem consciência que a execução das crianças foi um ato "monstruoso" e não quer ser alvo de mais ataques.
“Ele manchou a imagem da família”, disse A.S.O., que pensa em abandonar a faculdade. “Hoje, estamos com a vida acabada. Sinto medo, mas tenho muito mais medo pela minha mãe. Morei em Realengo, conheço alguns pais daquelas crianças.” Se o corpo não for retirado do IML dentro de dez dias, Wellington será enterrado como indigente.
Entre outras informações, o filho de uma irmã adotiva do assassino revelou que até o final do ano passado ele enviava e-mails com certa frequência, sobre jogos e religião, com citações da Bíblia e correntes. A.S.O., que havia conseguido emprego para o tio como assistente administrativo de uma empresa de produtos alimentícios, confirmou que o atirador era quieto e reservado e foi levado a psicólogos “algumas vezes”.

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