Definido pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, como um herói, o policial militar Márcio Alexandre Alves, 38, responsável por deter o atirador que matou 11 crianças e feriu outras 18 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste da capital, disse que a sensação é de dever cumprimido.
Apesar de saber que salvou várias vidas, o PM lamentou não ter chegado antes ao local. “O sentimento é de tristeza pelas crianças. Eu tenho filho nessa idade. Mas também é sentimento de dever cumprido, impedi que ele chegasse ao terceiro andar e fizesse mais vítimas. Se tivesse chegado cinco minutos antes, poderia ter impedido mais alguma coisa", afirmou.
Alves dava apoio a uma operação de fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) na região quando um estudante ferido se aproximou e relatou o tiroteio. Os homens do Batalhão de Polícia Rodoviária seguiram para o local imediatamente. O atirador, Wellington Menezes de Oliveira, 23, subia as escadas em direção ao terceiro andar quando foi atingido pelo PM no abdome. Em vez de largar a arma, como havia sido pedido, o criminoso se matou com um tiro na cabeça.

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