Peritos que tiveram acesso à casa de Wellington Menezes de Oliveira, que invadiu uma escola no Rio de Janeiro e assassinou 12 crianças, na quinta-feira, encontraram diversas publicações de cunho religioso espalhados pela cama do atirador.
"Os prazeres e o reconhecimento deste mundo são coisas passageiras e o que importa é ser reconhecido por Deus, porque não será com as pessoas limitadas desse mundo que viverei eternamente e sim com Deus", diz um trecho.
No manuscrito, Wellington critica os pais por não seguirem estritamente os preceitos das testemunhas de Jeová, grupo religioso ao qual sua família pertence.
Em depoimento, uma das irmãs do atirador disse à polícia que o jovem de 23 anos demonstrava interesse também pelo islamismo, pois tinha passado a frequentar uma mesquita no Centro do Rio. Um trecho da carta aponta a tendência à religião: "Já errei com minha família, mas eu mudei com o alcorão e eles não confiam em mim".
Em outra parte dos escritos, Wellington cita o que seria um grupo de debate sobre a religião muçulmana e ainda faz reflexões sobre o terrorismo:
"Estou fora do grupo, mas faço todos os dias a minha oração do meio-dia que é a do reconhecimento a Deus e as outras cinco que são da dedicação a Deus e umas quatro horas do dia passo lendo o alcorão. Não o livro, porque ficou com o grupo, mas partes que eu copiei para mim. E o resto do tempo eu fico meditando no lido e algumas vezes meditando no onze de setembro".

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