Segundo familiares, Wellington era uma pessoa reservada e que não tinha amigos. Filho adotivo, ele saiu da casa onde morava com a irmã havia oito meses e se mudou para Sepetiba, no Rio.
Na época da eleição, ele veio aqui. Chamei para almoçar, ele não queria. Falava muita besteira. Ele só ficava na internet, não tinha amigos, era muito estranho e reservado. Só falava de negócio de muçulmano... Essas coisas assim — disse a irmã dele, Rosilane Oliveira.
Quando viu o irmão adotivo pela última vez (os pais já são falecidos), no fim do ano passado, Rosilane disse que ele estava com a barba grande.
Wellington teria entrado no colégio se fazendo passar por palestrante. Bem vestido, ele não despertou suspeitas de professores e funcionários. Segundo a polícia, ele atirou na própria cabeça depois de balear as crianças. De acordo com Claudia Costin, secretária municipal de Educação, Wellington teria visitado a escola havia um ano.
Premeditação :
Com o atirador, a polícia encontrou uma carta suicida, que falava sobre islamismo e terrorismo. Para o comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar (Bangu), Djalma Beltrame, a carta demonstra a premeditação do crime. A correspondência que, segundo a polícia, contém frases incompreensíveis e desconexas, foi entregue à Delegacia de Homicídios, para fins de investigação.
Em um dos trechos do documento, com forte teor de fanatismo religioso, o atirador diz ser portador do vírus HIV e que via "impureza nas crianças".

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