A construção da praça foi uma parceria entre o V COMAR e a Prefeitura Municipal de Canoas. O Serviço Regional de Engenharia do V COMAR (SERENG-5) envolveu-se no preparo do terreno, no projeto e na construção do pedestal em que está a aeronave Xavante e de uma grande floreira com o formato do símbolo da FAB, além de providenciar a adequação e instalação do Xavante.
Equipes de diversas unidades, como Base Aérea de Santa Maria, Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Canoas, 2º Esquadrão do 1º Grupo de Comunicações e Controle e do próprio V COMAR, estiveram envolvidas no trabalho, que iniciou com a reforma do avião em Santa Maria.
A instalação, que foi feita no final do mês de setembro do ano passado, foi realizada com o cuidado e a precisão necessários ao porte do material. O Xavante pesa mais de duas toneladas e tem 11 metros de comprimento por 11 de envergadura.
Histórico da Aeronave Xavante:
O Aermacchi MB-326 é uma aeronave monomotora a jato desenvolvida pela companhia italiana Aermacchi para fins de treinamento militar. Seu primeiro voo ocorreu em 1957. Nesta época, vários modelos de caças supersônicos entravam em operação em todo o mundo e a Aermacchi percebeu o potencial de mercado para uma aeronave de treinamento a jato com o objetivo de fazer a conversão operacional dos pilotos para os novos caças.
Para o Brasil, havia a necessidade de selecionar uma aeronave de treinamento para a conversão operacional dos pilotos, pois estava em andamento o processo de compra de uma nova aeronave supersônica, que viria a ser o Mirage III.
Com os recursos então disponíveis e a vontade de desenvolver uma indústria aeronáutica no Brasil, a Força Aérea Brasileira procurou uma aeronave adequada e que oferecesse condições contratuais vantajosas que permitissem a sua construção no país. A escolha recaiu sobre o Aermacchi MB-326. Esta encomenda e a fabricação do Bandeirante possibilitaram o início da Embraer. A versão brasileira do MB-326GB foi denominada Embraer EMB-326 Xavante. Esta aeronave é denominada AT-26 pela FAB, indicando sua dupla função de ataque e treinamento.
Os Xavantes entraram em operação no Brasil em 1971 e continuaram em produção até 1981, sendo o primeiro avião a reação construído em série no Brasil. Um total de 166 aeronaves foram construídas pela Embraer para a Força Aérea Brasileira, sendo as demais exportadas para o Togo (6 unidades) e o Paraguai (10 unidades). Onze aeronaves usadas foram doadas para a Marinha da Argentina depois da Guerra das Malvinas para repor as perdas desta força no conflito.
O número de aeronaves adquiridas permitiu equipar vários esquadrões de caça da FAB, além de sua função na formação de pilotos. Com o tempo, o número de aeronaves disponíveis diminuiu. Depois de ter voado mais de 634.000 horas a serviço da Força Aérea Brasileira, o AT-26 Xavante teve sua aposentadoria efetivada no ano de 2011. Alguns aviões já desativados enfeitam praças e parques pelo Brasil afora, e agora é a vez do V COMAR prestar sua homenagem a este que foi um dos maiores treinadores de caça do país.

Nenhum comentário:
Postar um comentário