Juramento do Jornalista

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Ronaldo Nazário: o adeus de um ídolo do Brasil

Desde ontem, o dia 14 de fevereiro faz parte da história do futebol mundial. Uma das mais belas histórias de superação, conquistas, títulos e, por que não, quedas e erros, do esporte chegou ao fim. Ronaldo Luiz Nazário de Lima, 34 anos, 18 deles à serviço da bola, se rendeu às dores que marcaram toda a sua presença nos campos e anunciou oficialmente sua despedida dos gramados, após ter atuado por oito clubes e seleção brasileira. 
A importância da carreira de Ronaldo pode ser medida pela repercussão do anúncio da sua aposentadoria. Jornais de todo o mundo deram amplo espaço à despedida do craque. Na Itália, onde virou Fenômeno, os jornais lembraram dos seus anos nos dois rivais de Milão. Na Espanha, o destaque foi para as frases que o jogador falou na entrevista coletiva. "Desde quinta-feira, quando decidi mesmo que ia parar, parecia que eu estava em uma UTI, em estado terminal. E agora eu tenho esse anúncio da minha primeira ‘morte’. É muito duro você abandonar algo que te faz feliz e que você faz com tanto amor." Amigos, como Ronaldinho, também se declararam. "Não sei como será o futebol sem o Ronaldo." "De agora para frente vai virar lenda", disse Mano Menezes.

 A CARREIRA
1993 - O início :
Após ter sido descoberto por Jairzinho no São Cristóvão-RJ, Ronaldo - ainda Ronaldinho - ganhou projeção no Cruzeiro. Ele se destacou no Brasileiro de 1993, conseguindo uma vaga na seleção brasileira campeã do mundo em 94.
1996 - O sucesso ;
O sucesso no Cruzeiro o levou ao PSV, e de lá Ronaldo ganhou o mundo. A partir de 1996 ele vestiu a camisa do Barcelona, marcando 34 gols em 37 jogos - artilheiro do Campeonato Espanhol - e sendo escolhido o melhor do mundo.
1997 - A glória ;
Após um ano exuberante em Barcelona, Ronaldo foi à Itália defender a Internazionale. E foi lá que ele viveu os melhores dias da carreira, como artilheiro do Italiano e ganhou o apelido de Fenômeno. Ficou no clube italiano até 2002.
1998 - A queda :
O Mundial de 98 parecia reservado para Ronaldo. E ele vinha fazendo uma grande Copa - até chegar à final. Antes do jogo contra a França, a até hoje mal-explicada convulsão. Na partida, apatia. E, depois, o título dos rivais.
2000 - A dor :
Os anos seguintes ao Mundial foram os mais duros da carreira de Ronaldo. Duas graves lesões seguidas no joelho direito - a pior delas em 2000 - o deixaram longe dos campos por dois anos, e em dúvida se teria condições de voltar a jogar.
2002 - A redenção :
Ronaldo parecia acabado, mas tal qual a lenda da Fênix, ele ressurgiu das cinzas. E de forma gloriosa: com oito gols e em pura forma, o camisa 9 liderou a seleção brasileira na Ásia para a conquista do pentacampeonato mundial.
2003 - O galático :
Após o penta, Ronaldo teve uma saída conturbada da Inter para o Real Madrid. No clube espanhol, contudo, ele brilhou, marcando 104 gols em 177 jogos e conquistando dois Campeonatos Espanhois e um Mundial de Clubes.
2009
O início do fim :
Depois de passar pelo Milan em 2008 - e de sofrer uma nova lesão complicada no joelho -, Ronaldo decidiu voltar ao Brasil, no Corinthians. Ele ajudou o clube a vencer a Copa do Brasil e o Paulistão de 2009, seu último bom ano.

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