Um pedreiro de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, resolveu trocar a construção civil pela polícia civil e se deu mal. Acabou preso.
Em depoimento na delegacia, o pedreiro Mauro A. de Freitas disse que se passava por delegado para impressionar a amante. No entanto, a investigação aponta que além de impressioná-la, também usava o status para emprestar dinheiro dos amigos dela a quem pagava depois com cheques sem fundo.
Astuto, o pedreiro usou várias identificações para sustentar a farsa. Tinha carteirinha de detetive, agente de segurança e até de diretor regional de uma associação internacional de investigação. Além disso tudo, tinha um distintivo de detetive profissional que gostava de pendurar no cinto da calça para impressionar o pessoal da igreja.
O melhor de tudo é que Mauro levava uma sirene e um giroflex no seu garboso Ford Escort branco para o caso da necessidade de entrar em ação.
Mas, como diz o ditado, toda mentira tem perna curta. Detido, como não foi preso em flagrante, o mentiroso foi ouvido por um delegado de verdade e liberado para responder pelo crime de estelionato.

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