Juramento do Jornalista

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Paixão Côrtes relata sua trajetória

O patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, o folclorista Paixão Côrtes, brindou o público dessa quarta-feira, 10 de novembro, com histórias de sua trajetória de vida que se confundem com a própria história do Rio Grande do Sul. Desde o começo, quando lançou as bases do movimento de tradições gaúchas, em 1947, até os dias atuais, Paixão relatou seus esforços para resgatar a essência da cultura do Estado. “As pessoas tinham vergonha, medo de se vestir de gaúcho. Mesmo patrões e empresários eram barrados em sedes sociais por não estarem vestidos adequadamente”, recordou.
O folclorista rememorou os tempos em que ele e Barbosa Lessa reconstituíram a dança da chula, no CTG 35, e mostrou fotos desse registro. Paixão e Lessa produziram o primeiro Manual de Danças Gaúchas, que já completa mais de 60 anos. Danças como Balão Caído, sapateio e a Valsa do Passeio foram demonstradas em imagens históricas. Também destacou o valor da espontaneidade e da individualidade da dança: “A dança é um momento da alma de cada um. Não se deve vestir com o mesmo padrão”. O patrono também foi crítico à mistura de culturas entre a festa junina e as comemorações farroupilhas e às alterações na estátu a e texto que acompanham o monumento do Laçador, de Antônio Caringi.
Fonte:Imprensa Feira do Livro

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