A simbologia gaúcha é a marca da Missa Crioula, celebrada na noite dessa segunda-feira pelo padre Eduardo Dellazeri, na área campeira do Acampamento Farroupilha, no Parque Esportivo Eduardo Gomes. Organizada pelo DTG Negrinho do Pastoreio da Paróquia Imaculada Conceição, no bairro Rio Branco, a Missa reuniu adultos e crianças em um ambiente rústico, assim como a cruz de madeira, onde foram entrelaçados lenços vermelho e branco, simbolizando a paz entre chimangos e maragatos. Lanças, adagas e facões também foram depositados ao pé da cruz, como demonstração de espíritos desarmados.
Vestindo pilcha, o padre Eduardo foi acompanhado por integrantes do DTG, que levaram a bandeira rio-grandense, oferendas, como pão, flores um laço, e a Bíblia sobre um pelego. Uma cadeira vazia, também forrada com pelego, representou as pessoas falecidas. O sermão, chamado de “charla do padre” foi feito em versos e toda a celebração foi acompanhada pelo grupo musical Rastro de Tropa, que colocou ritmos gauchescos, como vanera, nas canções religiosas. Nas orações, Deus é chamado de Patrão Celeste, Jesus Cristo o Divino Tropeiro e Nossa Senhora a Primeira Prenda do céu.
O padre Eduardo, que reza a Missa Crioula há 11 anos, desde que foi ordenado, desejou que as comemorações farroupilhas ocorram em clima de harmonia, paz e amizade.
Cavalarianos:
Durante a Missa, também foram homenageados os cinco cavalarianos canoenses que conduziram a Chama Crioula desde Itaqui até Canoas, durante 33 dias. São eles Délcio Morais da Silva, Éder Zalmer, Antônio Leocardio da Silva, Ogelio Nunes Fagundes e Antônio Cláudio Bussiol

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