Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Duas pátrias em festa

Reproduzo matéria publicada em www.zerohora.com/canoas do dia 04/09/2010,de minha autoria:

“O sangue guapo dos heróis e dos valentes, que ainda corre adormecido em nossas veias, há de aquecer-se em novas rondas e vigias, nos dando forças pra arrebentar as maneias” (Cenair Maicá, Chaloy Jara)
Chegamos em setembro, o mês de nossas duas pátrias: a grande (Brasil) e a “chica” (Rio Grande do Sul).
Em nossa cidade, as comemorações da Semana da Pátria começaram na quarta-feira, com a chegada do Fogo Simbólico. Ele estava sob a guarda do V Comar desde 17 de agosto, quando foi aceso em Novo Hamburgo, na chama do Santuário das Mães.
Hoje, a prefeitura promoverá um desfile cívico, na Avenida Inconfidencia, formado por 6 mil pessoas, incluindo Bombeiros, Brigada Militar e Aeronáutica (sempre pensei que estes fossem militares, mas, de acordo com o site da prefeitura, o desfile será apenas cívico).
Por uma exigência do comércio, o desfile foi deslocado para Avenida Inconfidência, o que rendeu, inclusive, agradecimentos por parte da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ao prefeito. Dessa forma, o evento não perturbará o funcionamento das lojas.
Enquanto isso, a Chama Crioula continua seu trajeto, a pata de cavalo desde Itaqui, percorrendo 750 km até chegar a Canoas para as comemorações farroupilhas. É interessante a questão histórica do fogo, mística que reúne ao seu redor o homem desde os tempos das cavernas até os dias de hoje.
A Chama Crioula teve origem na centelha do Fogo Simbólico em 7 de setembro de 1947, com Paixão Côrtes e o Grupo dos 8. A centelha veio do cemitério de Pistóia, onde estavam sepultados os pracinhas brasileiros que tombaram durante a II Guerra Mundial.
Ainda com referência ao folclorista, historiador, pequisador, cantor e coreógrafo João Carlos d’Ávila Paixão Côrtes, cabe salientar que, nesta quarta-feira, ele foi eleito, pela Câmara Rio-grandense do Livro, patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Um jornalista da capital chegou a dizer que a “estátua” deveria ficar fora da disputa (referência a Côrtes ter servido de modelo ao escultor Antônio Caringi para a estátua do Laçador). Pois bem: a estátua está eleita para o patronato desta que é a maior feira do livro a céu aberto.
* O blogueiro representa, na cidade, a Liga de Defesa Nacional - entidade fundada, em 1919, pelo poeta Olavo Bilac e que organiza anualmente a corrida do Fogo Simbólico da Pátria.

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