Até às 14h desta terça-feira, 20, os moradores do Residencial Planalto Canoense que foram removidos pela prefeitura de Canoas no domingo terão que deixar o hotel Metropolitam. Para encontrar uma alternativa para realocar as famílias que não tem para onde ir, a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação juntamente com a Caixa Econômica Federal, Construtora Ricardo Ramos e a administradora Imobiliária Vila Rica se reuniram ontem até o fim da noite. A sugestão definida é que as moradores façam um novo contrato com a CEF e se mudem para uma das 28 unidades ociosas do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) existentes em Canoas, sendo que 11 deles estão no próprio residencial. As pessoas têm como opção ficar no novo apartamento ou voltar para o seu em seguida que a construtora concluir os reparos. A administradora está desde o inicio da manha fazendo o cadastro dos moradores que aceitaram a alternativa. De acordo com a adjunta do desenvolvimento urbano e habitação Giovana Fagundes, ninguém ficará desassistido e que a CEF se comprometeu em agilizar os contratos e entregar as chaves em até 48h, assim como a secretaria se comprometeu em pedir para que a AES SUL ligue a energia elétrica nas unidades o quanto antes.Um perito da Caixa esteve, nesta manhã, nos blocos l e k do Planalto Canoense para avaliar a situação. A instituição financeira deve emitir um parecer ainda esta semana.
O sol ofereceu condições para que a construtora Ricardo Ramos iniciasse hoje o processo de reparos. De acordo com o sócio-gerente Ricardo Ramos até o final do dia a toda a parte de estrutura será consertada. “os próximos passos serão a concretagem e o telhamento” disse o empresário prevendo que o trabalho dever estar concluído em uma semana caso não chova. Ramos enfatizou ainda que o material utilizado na construção tem qualidade e está de acordo com as normas técnicas. “O vento excepcional causado por um fenômeno meteorológico atípico é que fez essa destruição” argumentou.
Entenda o caso:
Os blocos L e K do Residencial Planalto Canoense, localizado no bairro Olaria, destelharam na segunda-feira com o ciclone que passou com ventos de 96,7km/h. A chuva incessante da semana alagou os apartamentos causando sérios transtornos aos moradores. No domingo uma avaliação feita defesa civil em conjunto com a secretaria de desenvolvimento urbano e habitação concluiu que seria perigoso manter as famílias no local porque água atingiu a rede elétrica. Pelo menos 19 das 40 familias foram removidas para o hotel Metropolitan de Canoas, os outros se abrigaram na casa de parentes e amigos.
Fonte:PMC
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