Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

A Dom Jaime Caetano

Nascido em 30 de janeiro de 1924, na localidade de Bossoroca, que na época pertencia a São Luiz Gonzaga, Jayme formou-se em jornalismo em 1954 e, na década de 70, trabalhou como radialista na Rádio Guaíba, onde apresentava "Brasil Grande do Sul", programa especial que ia ao ar aos sábados pela manhã. Ele também foi funcionário público estadual. Trabalhou no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado (Ipase) e dirigiu a Biblioteca Pública de 1959 a 1963. Aposentou-se em 1969.
Considerado um grande pajador, que, de acordo com o Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, significa "poeta e cantor popular que improvisa versos, geralmente em desafio com o outro, e acompanhando-se ao violão", Jayme foi membro e co-fundador da academia nativista Estância da Poesia Crioula, na Capital. Poeta regionalista, costumava usar os pseudônimos de Piraju, Martín Fierro e Andarengo.
É o único artista gaúcho que tem discos gravados exclusivamente com pajadas. Uma de suas obras antológicas, "Pajador, Pampa e Guitarra", foi gravada em parceria com Noel Guarany, expoente da música missioneira. Também gravou com Cenair Maicá e Luiz Marenco.
Dotado de um talento extraordinário, escreveu livros como "Galpão de Estância" (1954), "De fogão em fogão" (1958), "Potreiro de Guaxos" (1965) e "Pendão Farrapo" (1978), alusivo à Revolução Farroupilha.
Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se "Tio Anastácio", "Bochincho" e "Galo de Rinha". Carismático, tornou-se popularmente conhecido não só no Brasil, mas também em países como Uruguai e Argentina. Além disso, há vários CTGs que possuem o seu nome, localizados em diversas cidades brasileiras, inclusive Brasília.
A data de ontem marcou os 11 anos de seu falecimento.
Algumas de suas obras foram publicadas pela Martins Livreiro Editor


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Falece o Jornalista Carlos Bastos

O jornalismo gaúcho perdeu um de seus maiores mestres e testemunhas vivas da história política e cultural do país. Faleceu em Porto Alegre,a...