O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afastado da corporação por supostamente ter condutas consideradas "incompatíveis" com seu trabalho, finalmente falou. O problema é que o que ele falou não ajuda em nada as investigações: ele disse não ter relação com a morte de Eliza Samudio e nega ter qualquer informação sobre o assunto, contrariando as suspeitas da perícia e os depoimentos do jovem que causou a reviravolta no caso. Bola contrariou a estratégia de seu advogado ao responder a primeira pergunta do delegado Edson Moreira. A orientação é para que ele ficasse calado e só falasse em juízo para evitar contradições entre os depoimentos dos suspeitos. O ex-policial também foi questionado sobre sua relação com Macarrão, com quem teria trocado informações por telefonemas nos dias 8 e 9 de junho, segundo o interrogatório da polícia.
O primo de Bruno, Sérgio Sales, disse ontem, por meio de uma carta para seus pais, que só disse a verdade e reafirmou que o goleiro esteve na cena do crime. Ele, que também está preso, ainda teria dado uma informação inédita em depoimento, que a polícia preferiu manter em sigilo. Por outro lado, a defesa planeja a alegação de que Bruno foi vítima de uma vingança armada pelo primo, que teria sido substituído por Macarrão como braço direito do goleiro.
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