Juramento do Jornalista

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Parlamento gaúcho homenageia dom José Mário Stroeher

Assembleia Legislativa entregou, nesta segunda-feira (17), a Medalha do Mérito Farroupilha a dom José Mário Stroeher, bispo de diocese de Rio Grande e presidente da Regional 3 da CNBB. A mais alta distinção da Casa foi proposta do deputado Miki Breier (PSB) em homenagem aos mais de 46 anos de vida religiosa de dom José Mário, 26 deles como bispo no Rio Grande do Sul.
Breier justificou a homenagem enaltecendo a trajetória do bispo. “Dom José Mário é um destes homens que transformaram sua fé em obras. Como guia espiritual de sua diocese e de todos os que se aproximaram dele ao longo destes anos de fidelidade a igreja, sempre se mostrou disposto a exaltar as virtudes e os compromissos do cristão para com os menos favorecidos”, lembrou.
O parlamentar justificou a outorga lembrando que a Casa deveria honrá-lo na mesma altura ao prêmio concedido pelo Legislativo Estadual ao irmão Norberto Rauch da PUC, à médica Zilda Arns, a dom Sinésio Bohn, a dom Ivo Lorschteiter, a dom Alessandro Ruffinoni, ao arcebispo metropolitano dom Dadeus Grings, e até mesmo ao Papa João Paulo II. “Ele é exemplo de homem de fé, que leva até as últimas consequências sua opção pelos necessitados e desvalidos”, justificou.
No ato, o presidente da Assembleia gaúcha, Giovani Cherini (PDT), enalteceu a força da fé e disse que a política pode mudar o mundo. “Precisamos reformar também o coração das pessoas, mudar seu espírito. O bem faz o bem”, disse.
O homenageado agradeceu apontando a educação como o principal caminho para melhorar a sociedade. Apelou por mais recursos para a educação e na implantação de escolas de tempo integral. E pela reforma política, “para melhorar o País”, sustentou. “São caminhos para a conquista de uma sociedade mais justa e igualitária”.

Trajetória:
Miki Breier lembrou da vanguarda do posicionamento do religioso junto aos movimentos sociais, provocando a reação de setores oligárquicos e conservadores. “Estes se sentiram ameaçados pelo jovem bispo, recém ordenado, e que ousara abençoar e orientar aqueles que não possuíam nada em suas vidas, sequer um pedaço de terra. Esta ousadia episcopal, dom José Mário pagou com humildade e resignação. Sua transferência para Rio Grande foi uma oportunidade que ele encarou com a fé que o havia trazido até aquela data, agosto de 1986. E assim, mais uma vez ele se viu diante de um novo desafio divino, aceitar ser o pastor do povo católico da diocese de Rio Grande”.
Nascido em Feliz, dom José Mário cursou o ensino fundamental em Caxias do Sul, o secundário em Gravataí e, após, o curso de Filosofia em Viamão. O curso de Teologia foi realizado em Roma. Foi pároco em diversas paróquias da Região Metropolitana e professor em diferentes níveis da formação sacerdotal nos seminários da arquidiocese.
“Sempre desprovido de vaidades e de interesses pessoais, dom José Mário foi sendo reconhecido e distinguido ao longo de sua vida. Um pastor disciplinado, e que cumpre a risca as sugestões de São Paulo quanto às características virtuosas daqueles que querem ser bispos”, finalizou.
Fonte:ALERGS

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