O Vaticano reconheceu nesta terça-feira que existem casos de abuso sexual de menores cometidos por sacerdotes no Brasil e desmentiu que os responsáveis sejam bispos - dois deles eram monsenhores. Embora normalmente o título de monsenhor seja atribuído aos bispos, ele também pode ser conferido como título honorário a simples sacerdotes que exercem determinados ofícios eclesiásticos."Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil", disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. "Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo", disse.
Um vídeo mostra um dos dois monsenhores no momento em que mantinha relações sexuais com um jovem de 19 anos. A gravação foi feita em janeiro de 2009, ao que parece, por outro jovem que sofreu abusos. O jovem disse que desde os 12 anos, quando entrou para a Igreja, era alvo do assédio sexual por parte do monsenhor.
De acordo com o advogado do monsenhor, conhecido por ser um dos religiosos mais conservadores da região, as relações sexuais filmadas foram consentidas e ele rejeitou que se trate de pedofilia. O advogado assegurou que os jovens tentaram extorquir o religioso e até assinaram um documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo em troca de dinheiro. Os outros dois sacerdotes também negam que tenham abusado de menores.
Este foi o primeiro caso denunciado recentemente na América Latina após a série de escândalos por pedofilia que afeta vários países da Europa, entre eles Alemanha, Irlanda, Holanda, Suíça e Áustria. O fenômeno poderá se estender ao restante do continente após a revelação nesta terça-feira de que um religioso espanhol da congregação dos Clérigos de San Viator foi detido no Chile por posse de pornografia infantil e por ter supostamente abusado de pelo menos 15 menores em colégios espanhóis.
Fonte:terra
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