Quase dois meses após o terremoto de 7,2 graus na escala Richter que atingiu a Haiti, mais de 1 milhão de pessoas permanecem desalojadas e o país continua dependendo de ajuda internacional. As informações são da agência de notícias portuguesa Lusa.O embaixador do Brasil em Porto Príncipe, Igor Kipman, destacou que as prioridades atuais no país incluem a remoção e a reciclagem de escombros e o saneamento básico nos acampamentos para onde desabrigados foram levados.
A maior preocupação, segundo ele, é a proximidade do período de chuvas. Os acampamentos – alguns improvisados e outros permanentes – devem ser transferidos para instalações resistentes às tempestades tropicais, comuns na região.
Segundo o embaixador brasileiro, áreas que não foram afetadas pelo terremoto também precisam de assistência, uma vez que cerca de 600 mil haitianos migraram para as províncias após o tremor. Algumas cidades chegaram a ter sua população duplicada e carecem em infraestrutura, alimentação e assistência médica.
Na próxima semana, está prevista uma reunião na República Dominicana que antecederá a reunião oficial entre países doadores, marcada para o próximo dia 31 em Nova York.
fonte:EFE
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