O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira um dos locais considerados mais importantes para os judeus em Israel: o Museu do Holocausto. O local é uma homenagem a vítimas do regime nazista, responsável pela morte de 6 milhões de pessoas. Lula disse que conhecer o local e depositar flores no museu é "quase obrigatório". O centro foi erguido na capital israelense, Jerusalém, para homenagear os mortos durante a 2ª Guerra Mundial.Depois da visita ao museu, o presidente plantou uma árvore no Bosque de Jerusalém. O plantio de árvores também faz parte da tradição de homenagem – representa a continuidade da vida e a crença em algo divino.
A ida de Lula ao museu, no entanto, não desfez um mal-estar causado por sua desistência de visitar o túmulo de Theodor Herzl – fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo celebrado pelo governo de Israel. A desistência gerou críticas de alguns setores da sociedade israelense.
Segundo a imprensa local, por causa da recusa de Lula, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, teria boicotado seu discurso no Parlamento israelense. Pela mesma razão, o chanceler teria se ausentado durante o encontro de Lula com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.
Lieberman, líder do partido ultranacionalista Yisrael Beitenu ("Israel, nosso lar", em tradução livre), é conhecido por suas posições duras com relação ao Irã e à Palestina. O chanceler ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.
O porta-voz da Agência Judaica, Michel Jankelowitz, classificou de "insulto" a recusa de Lula para visitar o túmulo de Theodor Herzl. "Lula entraria para a história como o primeiro chefe de Estado a se recusar a prestar essa homenagem a Israel", disse.
Para ele, a decisão compromete as ambições do governo brasileiro de participar das negociações de paz no Oriente Médio. Lula tenta lançar o Brasil como mediador numa eventual retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos, que está paralisado desde dezembro de 2008.Fonte:EFE
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