
Até o presidente recém-empossado do Chile, Sebastián Piñera, escapou de fininho. Antecipou em 10 minutos o final da cerimônia de colocação da faixa presidencial e, por volta das 12h30min, deixou a sede do Congresso chileno, em Valparaíso. Foi a senha para que centenas de policiais começassem a evacuar o prédio. Foi uma correria, ordenada, mas correria...
Sirenes começaram a tocar. Os estrangeiros presentes ficaram sabendo que era um alerta de tsunami. Valparaíso é um porto e o edifício do Congresso fica a 300 metros do mar. Traumatizadas pelo terremoto seguido de maremoto que matou possivelmente mil pessoas em 28 de fevereiro, as autoridades chilenas preferiram não dar margem para dúvidas: mandaram evacuar todas as cidades costeiras do país.
Logo se formou um engarrafamento na subida de Valparaíso e da vizinha Viña del Mar em direção a Santiago. A freeway que liga o Litoral chileno à Capital ficou entupida de carros. Quem tem caminhonete, encheu a caçamba de víveres ou eletrodomésticos. Os menos assustados subiram alguns quilômetros e se refugiaram em cima de colinas. A mesma cena aconteceu nas cidades costeiras situadas mais ao sul, como Concepción e Constituición.
O tsunami não aconteu. Ficou um grande susto. A sucessão de cinco tremores ocorridos hoje deixou, ao que se saiba, apenas algumas passarelas caídas.
Fonte:ZH
Nenhum comentário:
Postar um comentário